A Primavera pode aumentar a queda de cabelo: quando é normal e quando deve preocupar-se?

Especialistas alertam: fenómeno sazonal é comum, mas sinais persistentes devem ser avaliados
Com a chegada da primavera, é frequente muitas pessoas notarem um aumento da queda de cabelo. Apesar de poder gerar preocupação, este fenómeno é, na maioria dos casos, temporário e faz parte do ciclo natural do cabelo. Ainda assim, especialistas alertam para a importância de se distinguir entre uma queda sazonal e uma possível condição clínica, como a alopécia.
“Na primavera, é comum observarmos um aumento da queda de cabelo associado ao ciclo capilar. Trata-se, na maioria dos casos, de um processo fisiológico e temporário, que não deve ser motivo de alarme imediato, desde que não se prolongue no tempo nem apresente sinais de agravamento”, afirma o Dr. Carlos Portinha, médico e diretor clínico do Grupo Insparya.
Queda de cabelo na primavera: um fenómeno natural
A chamada queda de cabelo sazonal ocorre, sobretudo, durante a primavera e o outono, estando associada a alterações naturais do organismo e a fatores ambientais.
Durante esta estação, verifica-se uma maior percentagem de fios de cabelo na fase telógena (fase de queda), o que resulta numa perda mais acentuada de cabelo. A este fenómeno juntam-se alterações hormonais influenciadas pela maior exposição solar, nomeadamente na produção de melatonina, que pode impactar o ciclo capilar.
Adicionalmente, as variações de temperatura e humidade típicas da primavera podem influenciar o equilíbrio da microbiota do couro cabeludo. Estas alterações podem favorecer um desequilíbrio microbiano (disbiose), com aumento de microrganismos como Malassezia spp., contribuindo para inflamação subclínica, sensibilidade cutânea e agravamento da queda de cabelo.
Além disso, a primavera reflete muitas vezes os efeitos acumulados do inverno, período em que são comuns défices nutricionais, menor exposição solar e níveis mais elevados de stress, fatores que podem contribuir para o enfraquecimento do cabelo. A própria transição sazonal pode desencadear fenómenos de eflúvio telógeno, resultado de adaptações fisiológicas do organismo a mudanças ambientais e de ritmo circadiano.
Quanto tempo dura?
Na maioria dos casos, a queda de cabelo sazonal tem uma duração limitada, entre 4 a 8 semanas. Durante este período, é normal observar:
maior quantidade de cabelo na escova ou no banho
diminuição temporária da densidade capilar
fios de cabelo mais finos ou frágeis
Contudo, se a queda persistir por mais de dois a três meses, poderá não ser apenas sazonal, sendo aconselhável procurar avaliação especializada.
Quando pode ser sinal de alopécia?
Nem toda a queda de cabelo deve ser considerada normal. Existem sinais de alerta que podem indicar uma condição médica:
queda prolongada no tempo
rarefação em zonas específicas do couro cabeludo
diminuição progressiva da densidade
histórico familiar de calvície
Nestes casos, o diagnóstico precoce é fundamental para travar a progressão da condição e otimizar os resultados do tratamento.
O que fazer para reduzir a queda?
Embora a queda sazonal seja, na maioria dos casos, um processo fisiológico, existem estratégias que ajudam a minimizar o seu impacto:
Diagnóstico médico capilar, essencial para identificar a causa
Alimentação equilibrada, rica em ferro, zinco, biotina e proteínas
Cuidados capilares adequados, evitando agressões como calor excessivo ou produtos agressivos
Manutenção do equilíbrio do couro cabeludo, com recurso a produtos que respeitem a microbiota cutânea
Uso de produtos adequados a cada tipo de cabelo como champôs específicos, séruns e máscaras de tratamento
“Mais importante do que a quantidade de cabelo que cai é perceber o padrão dessa queda. Quando existe rarefação localizada, afinamento progressivo ou persistência ao longo de várias semanas, é fundamental realizar um diagnóstico médico para identificar a causa e atuar de forma precoce e eficaz.”, afirma o Dr. Carlos Portinha.
Quando necessário, podem ser considerados tratamentos especializados que atuam diretamente no folículo capilar e no couro cabeludo, promovendo a regeneração e melhorando a densidade e qualidade do cabelo.
Entre as opções disponíveis ao nível dos tratamentos a realizar em clínica destacam-se abordagens como a mesoterapia capilar MesoHAir+ Insparya, terapias regenerativas como o ActivePlasma (plasma rico em plaquetas), tratamentos não invasivos que combinam diferentes tecnologias como o Tricopat® e soluções de fotobiomodulação (Low Level Laser Therapy – LLLT).
Nos casos mais avançados, em que se verifica queda definitiva, o transplante capilar é a solução, beneficiando hoje de tecnologias inovadoras. No Grupo Insparya, os transplantes capilares são realizados através de tecnologia exclusiva. Através do Método Insparya®, os transplantes capilares são realizados com recurso ao inovador BotHair UltraPlus®, que permite uma extração e implantação mais precisas e seguras das unidades foliculares, com resultados naturais e duradouros para o paciente.
Não ignorar os sinais
A queda de cabelo na primavera é, na maioria dos casos, temporária. No entanto, ignorar sinais persistentes pode atrasar o diagnóstico de condições que requerem intervenção médica.
“Quanto mais cedo for feita uma avaliação especializada, maiores são as possibilidades de controlar a evolução da queda e preservar a saúde capilar”, reforça o Dr. Carlos Portinha.



