Greve de Sexta-feira: Ministra da Saúde admite falta de soluções para reivindicações dos enfermeiros

Ana Paula Martins confirmou que o Governo ainda não tem respostas para todas as exigências do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP). Paralisação nacional mantém-se para o dia 20 de março.
A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admitiu publicamente que o Ministério ainda não dispõe de soluções concretas para a totalidade das reivindicações apresentadas pelos enfermeiros. As declarações surgem numa altura crítica, a poucos dias da greve nacional convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), agendada para esta sexta-feira, dia 20 de março.
Apesar de confirmar que a tutela está a trabalhar em alguns dos pontos apresentados pelos sindicatos, a governante reconheceu que o processo de negociação e levantamento de situações pendentes ainda não permitiu chegar a um consenso total.
O que exigem os enfermeiros?
A paralisação, que deverá afetar os turnos da manhã e da tarde em diversas unidades de saúde do país, surge como resposta ao que o SEP classifica como um “protelamento da decisão política”. Entre as principais exigências estão:
- Contagem do tempo de serviço: A correção de injustiças na contabilização de pontos para a progressão na carreira.
- Pagamento de retroativos: O acerto de verbas devidas relativas a anos de serviço anteriormente congelados.
- Valorização salarial: A negociação de novas grelhas que reflitam a responsabilidade da profissão.
- Admissão de profissionais: O reforço urgente de enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde (SNS) para garantir a segurança de utentes e profissionais.
Impacto no SNS
Com a confirmação da manutenção da greve, esperam-se constrangimentos em hospitais e centros de saúde de norte a sul do país. Estão assegurados os serviços mínimos, conforme determinado por lei, garantindo cuidados de emergência, blocos operatórios urgentes e tratamentos inadiáveis (como quimioterapia ou hemodiálise). Contudo, consultas externas e cirurgias programadas poderão sofrer adiamentos significativos.
A Ministra da Saúde apelou à compreensão dos profissionais, reiterando a vontade de manter o diálogo aberto, embora sem avançar com datas para a resolução definitiva dos impasses financeiros e administrativos que travam as negociações.


