Super Bowl LX 2026: onde assistir, quem joga o duelo final, a atuação de Bad Bunny e a tensão com Donald Trump


O Super Bowl LX, a final do futebol americano que decide o campeão da National Football League (NFL) da temporada 2025, acontece este domingo (8), em Santa Clara, no estado da Califórnia. O encontro será disputado entre os New England Patriots e os Seattle Seahawks, que se defrontam pela segunda vez na história, naquele que é considerado o maior e mais aguardado evento desportivo dos Estados Unidos e um dos mais importantes a nível mundial.
No ano em que se assinala a 60.º edição do evento, o jogo terá lugar no Levi’s Stadium, casa dos San Francisco 49ers, com capacidade para cerca de 68.500 espectadores. O recinto recebe a final do Super Bowl pela segunda vez, dez anos depois da primeira, realizada a 7 de fevereiro de 2016, encontro que ficou marcado pela vitória dos Denver Broncos frente aos Carolina Panthers.
Na altura, o halftime show foi protagonizado pelos Coldplay, com as participações de Beyoncé, Bruno Mars e do produtor Mark Ronson, e registou uma audiência total de 111,9 milhões de espectadores, tornando-se, até à data, a maior audiência da história da CBS.
New England Patriots vs. Seattle Seahawks
No dia em que Portugal escolhe o seu próximo Presidente da República, com a segunda volta das eleições presidenciais, as duas equipas de futebol americano voltam a encontrar-se numa final, pela primeira vez desde 1 de fevereiro de 2015, no Super Bowl XLIX, jogo em que os Patriots venceram os Seahawks por 28-24 e assumiram o título de campeões da temporada 2014.
Os Patriots chegam à final pela 12.ª vez, um recorde na história da NFL e uma vitória este domingo permitirá à equipa de Mike Vrabel conquistar o sétimo título e superar os San Francisco 49ers em vitórias nos playoffs.
Já os Seahawks de Mike Macdonald disputam o Super Bowl pela quarta vez e procuram conquistar o seu segundo título, depois da vitória no Super Bowl XLVIII, em 2014, quando derrotaram os Denver Broncos por 43-8.
Quanto custam os bilhetes e a publicidade?
Os bilhetes para o Super Bowl LX subiram bastante em relação ao ano passado, com os preços no mercado de revenda a superar os 6.000 dólares para os lugares mais acessíveis, chegando a uma média de 9.000 dólares por entrada (além dos VIP’s), segundo a Reuters.
No que toca à publicidade, os espaços de 30 segundos de anúncios durante a transmissão atingiram valores recorde, na casa dos 8 milhões de dólares, chegando até aos 10 milhões de dólares, de acordo com o Financial Times.
Estes anúncios costumam reunir grandes celebridades mundiais, que vão desde atores e artistas musicais a modelos, apresentadores de televisão ou atletas, estando já confirmados nomes como Sabrina Carpenter, Emma Stone, Kendall Jenner, Kurt Russell, Lewis Pullman, Benson Boone, Ben Stiller, Bowen Yang, Elijah Wood, Adrien Brody e Ben Affleck.
Onde assistir dentro e fora de Portugal?
À semelhança do que aconteceu no ano passado, o Super Bowl LX será transmitido em direto com a cobertura original dos Estados Unidos, através do DAZN 1 ou do site do canal desportivo, a partir das 23h30 (hora de Portugal continental), em exclusivo para os assinantes do NFL Game Pass.
A transmissão nos Estados Unidos estará a cargo da NBC e, nas plataformas de streaming, o jogo poderá ser acompanhado através do Peacock, DirecTV Stream, Sling TV, YouTube TV, NFL+ e Hulu+ Live TV.
Quem vai atuar no halftime show?
Foi em setembro do ano passado que a organização do Super Bowl revelou que seria o porto-riquenho Bad Bunny a atuar no halftime show, considerado por muitos como o momento mais aguardado de toda a final do campeonato de futebol americano.
O anúncio surgiu alguns meses depois do artista ter lançado o seu mais recente álbum, “Debí Tirar Más Fotos” (2025), um dos discos mais ouvidos em todo o mundo no ano passado e o primeiro totalmente em espanhol a vencer na categoria de “Melhor Álbum” nos Grammy Awards.
Até ao momento, pouco ou nada se sabe sobre a atuação de Bad Bunny, mas espera-se que o artista interprete alguns dos maiores êxitos da sua carreira, dando especial destaque ao seu último álbum, que representa uma carta de amor à ilha de Porto Rico, onde nasceu.
Ao longo dos últimos anos, Bad Bunny colaborou com artistas como Drake, Cardi B, Rosalía, Becky G, Nicky Jam, Ozuna, bem como Shakira e Jennifer Lopez, durante a atuação das duas cantoras no halftime show do Super Bowl LIV, em 2020.
A abertura do Super Bowl LX estará a cargo da banda norte-americana Green Day, liderada por Billie Joe Armstrong. O hino nacional será interpretado por Charlie Puth, enquanto Brandi Carlile cantará “America the Beautiful” e Coco Jones interpretará “Lift Every Voice and Sing”.
Bad Bunny vs. Donald Trump
O anúncio da atuação do porto-riquenho não foi bem recebido pelos apoiantes de Donald Trump que chegou mesmo a afirmar que a escolha de Bad Bunny para atuar no Super Bowl era uma “loucura”, acrescentando que nunca tinha ouvido falar do artista e que não estava familiarizado com o seu trabalho.
Recentemente, o Presidente dos EUA revelou ao The New York Post que não estará presente na final do Super Bowl devido à participação de Bad Bunny e dos Green Day, que também são críticos ativos das decisões do republicano: “Sou contra ambos. Acho que foi uma escolha terrível. Tudo o que isso faz é semear ódio”.
A tudo isto junta-se a relação entre Porto Rico e os Estados Unidos marcada por um longo historial de tensões políticas, que Bad Bunny tem vindo a abordar de forma consistente, tanto na sua música como através das redes sociais.
O que se sabe sobre a presença do ICE?
Com o lançamento do seu novo álbum, Bad Bunny anunciou uma digressão mundial que passará por diversos países, exceto pelos EUA.
Em entrevista à revista britânica i-D, explicou que a sua decisão está relacionada com vários motivos, sendo um deles o receio de que a Agência de Imigração e Fiscalização dos Estados Unidos (ICE) utilizasse os seus concertos para fazer rusgas e assim prender e deportar cidadãos latinos.
Na semana passada, o ICE anunciou um reforço da sua presença na região do Super Bowl LX, em Santa Clara, com o objetivo de realizar operações de fiscalização de imigração antes e durante o evento, sobretudo nas áreas envolventes ao Levi’s Stadium.
Em declarações ao The Independent, a secretária do DHS, Tricia McLaughlin, afirmou que esta ação integra uma resposta coordenada de segurança para grandes eventos e que “quem está no país legalmente e não infringe outras leis não tem nada a temer”.
A medida tem gerado debate e preocupação em comunidades locais, uma vez que últimos meses as detenções de milhares de imigrantes por parte do ICE geraram vários focos de protesto por todo o território norte-americano.
O caso estalou de vez com a morte de Renée Nicole Good, uma mulher de 37 anos e mãe de três filhos, que foi baleada por um agente do ICE durante uma operação de grande escala de fiscalização migratória em Minneapolis, a 7 de janeiro de 2026. A mais recente vítima mortal foi o cidadão norte-americano Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, um enfermeiro de cuidados intensivos da Administração de Veteranos.


