SNS carece de mais médicos e enfermeiros para assegurar sobrevivência, afirma líder comunista

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, defendeu esta terça-feira, em Coimbra, que a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde depende de um reforço urgente de profissionais. O líder criticou o que classifica como uma estratégia de desmontagem da rede pública, durante uma visita aos HUC
![]()
Paulo Raimundo não poupou nas críticas ao sair do encontro com trabalhadores dos Hospitais da Universidade de Coimbra. A sua voz, por vezes, ganhava um tom mais áspero ao descrever a situação. Defendeu que só com mais gente no sistema se consegue salvá-lo. “Temos capacidade instalada, conhecimento, gente que veste a camisola do Serviço Nacional de Saúde, mas é preciso mais gente: mais médicos, mais enfermeiros, mais técnicos”, enumerou, frisando que apenas o SNS pode responder cabalmente às necessidades das populações. O caminho que, no seu entender, tem sido seguido é outro, e leva ao “desmontamento” do serviço público para “abrir caminho ao negócio da doença”. A digressão pelos princípios fundadores do sistema foi inevitável. Raimundo lembrou os tempos em que o país, disse, alcançou níveis mundiais em cuidados primários e prevenção. A sua agenda prosseguiu depois para as zonas afetadas pelo mau tempo no concelho de Montemor-o-Velho, mas a mensagem principal ficou gravada nos corredores do hospital: sem uma política diferente de recursos humanos, o SNS definha. A solução, insiste, passa por travar a hemorragia de profissionais e contrariar lógicas de mercado na saúde.
NR/HN/Lusa
Outros artigos com interesse:


