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Universidade de Évora debateu metodologias pedagógicas e científicas na enfermagem

A Universidade de Évora promoveu, nos dias 13 e 14 de janeiro de 2026, os “Ciclos de Formação: Práticas, Experiências e Inovação”, iniciativa organizada pela Escola Superior de Enfermagem São João de Deus (ESESJD) e dedicada à reflexão e atualização de metodologias científicas e pedagógicas aplicadas ao ensino da enfermagem.

De acordo com o comunicado, o evento decorreu no auditório da instituição e reuniu especialistas, docentes e investigadores, num balanço que a organização classificou como “extremamente positivo”.

Metodologias pedagógicas ativas em destaque no primeiro dia

O primeiro dia do programa foi dedicado às Metodologias Pedagógicas Ativas, com debate centrado na aplicação de estratégias que colocam o estudante no centro do processo de aprendizagem. A sessão de abertura contou com a presença da Vice-Reitora para a Educação da Universidade de Évora, Professora Ana Paula Canavarro, e da Diretora da ESESJD, Isabel Bico, refere o comunicado.

Segundo a mesma fonte, a mesa moderada pela Presidente do Conselho Pedagógico da ESESJD, Ermelinda Caldeira, incluiu a discussão de abordagens como o Problem-Based Learning (PBL) e a Metodologia dos 4 Passos. Ao longo do dia, foram também abordadas metodologias como o Team-Based Learning (TBL), com enfoque na integração de competências técnicas e cognitivas para potenciar o raciocínio clínico e apoiar uma tomada de decisão “segura e fundamentada”.

No comunicado é igualmente referido que estas estratégias incluem ambientes simulados e mecanismos de autoaprendizagem, como o MAES©, permitindo ao estudante treinar a resposta em contextos de saúde marcados pela “incerteza e complexidade”.

Formação procurou reforçar dimensão ética e relação com o doente

A ESESJD-UÉ sublinha que, para além da vertente técnica, as metodologias ativas visam preparar os estudantes para uma prática centrada na dimensão ética da profissão. Entre os exemplos apresentados, o comunicado destaca o Role-Play como ferramenta para treino da comunicação terapêutica e da empatia antes do contacto com o contexto real.

Ainda segundo a informação divulgada, o modelo pedagógico pretende garantir que as decisões profissionais se centrem “na vontade e dignidade do doente”, reforçando competências como escuta ativa, autonomia do paciente e trabalho em equipa.

Segundo dia dedicado à investigação e metodologias científicas

O segundo dia centrou-se nas Metodologias Científicas, com temas ligados ao desenvolvimento da investigação em enfermagem. De acordo com o comunicado, a sessão, moderada por Maria Laurência Gemito, abordou os fundamentos da revisão da literatura como base da evidência científica, a importância do acesso aberto nas publicações e a gestão de referências bibliográficas.

A organização aponta ainda que o ciclo de formação contou com a participação ativa dos intervenientes e com debates dinâmicos, considerando que o sucesso da iniciativa se deveu à qualidade dos oradores e ao envolvimento da comunidade.

No comunicado, a ESESJD-UÉ refere que o evento contribui para reforçar o papel da escola como polo de inovação, orientado para dotar a comunidade académica de ferramentas para o ensino e para a produção de ciência, promovendo o pensamento crítico.

Fonte: Lifestyle Sapo

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