Homem acusado de tentativa de abuso sexual no Hospital de Portalegre

Ministério Público deduziu acusação contra um indivíduo de 56 anos, alegadamente surpreendido por um enfermeiro durante tentativa de crime no departamento de psiquiatria em junho de 2025
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O Ministério Público (MP) acusou um homem de 56 anos pela tentativa de abuso sexual de uma jovem internada no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Portalegre. Os factos, já investigados pela Polícia Judiciária com apoio da procuradoria local, remontam à noite de 28 de junho de 2025.
Num comunicado divulgado pela Procuradoria-Geral Regional de Évora, acessível aqui, detalha-se que o arguido e a vítima, uma jovem de 19 anos, encontravam-se ambos internados nas instalações hospitalares. De acordo com a acusação, o homem procedeu numa atitude que demonstrava plena consciência da incapacidade de resistência da ofendida, derivada do seu estado de saúde. Ainda assim, tentou manter relações sexuais com a jovem, sendo interrompido pela entrada súbita de um elemento de enfermagem.
O MP sublinha que o arguido possui condenações anteriores por crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual, pelo que requereu a sua condenação como reincidente. O processo investigativo ficou a cargo do MP de Portalegre, com a colaboração operacional da Polícia Judiciária.
Recorde-se que a detenção do indivíduo havia sido anunciada a 1 de julho de 2025 pela Unidade Local de Investigação Criminal de Évora. Na altura, a Polícia Judiciária indicou que tanto o detido como a vítima estavam a receber tratamento para várias patologias no mesmo serviço.
Perante a gravidade dos acontecimentos, a administração da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo decidiu abrir de imediato um processo de inquérito interno. Até à data, não foram, contudo, conhecidas conclusões sobre esse apuramento de responsabilidades ou eventuais falhas no contexto de vulnerabilidade que se vive numa unidade deste tipo.
O caso segue agora para tribunal, onde serão apreciados os contornos de uma tentativa que, segundo a acusação, só não se consumou devido à intervenção fortuita de um profissional de saúde.
NR/HN/Lusa
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