
Coronavírus (COVID): Enfermeiros denunciam falta de “kits” em centros de saúde
Na base das denúncias do SITEU estão “situações reportadas” pelos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACEs) de Famalicão, Barcelos, Alto Ave, Sub-região de Saúde Vale de Cambra, ACEs Porto Ocidental e Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, refere o comunicado.
Em Famalicão, numa unidade de saúde para “7.300 utentes, têm disponíveis três ‘kits’ de EPI para 16 profissionais de saúde”, enquanto que em Barcelos “não há máscaras com viseira, não há óculos de proteção, as batas não são impermeáveis”, exemplifica o sindicato.
No comunicado, o SITEU acrescenta que no do Alto Ave “faltam máscaras P2 há dois meses” e os ‘kits’ de EPI “foram fornecidos a metade das salas de isolamento do ACEs”.
“Na Sub-região de Saúde Vale de Cambra, cada unidade tem três ‘kits’, um para o médico, um para o auxiliar que for limpar a unidade e um suplente”, enquanto no ACEs Porto Ocidental “não há óculos, máscaras com viseira, não há máscaras FP3 e o material está controlado e é escasso”.
No Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, “as máscaras de partículas estão guardadas e só são disponibilizadas pela chefia, mas com justificação ou em caso de catástrofe”, indica, acrescentando que, “como em outras unidades de saúde, não há batas impermeáveis, não há máscaras com viseira ou óculos de proteção”.
O surto de Covid-19, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou mais de 3.200 mortos e infetou mais de 93 mil pessoas em 78 países, incluindo seis em Portugal.
Além dos 3.012 mortos na China Continental, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos e Filipinas.
A OMS declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.
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