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Trump admite “desescalada” em Minneapolis, mas defende ICE

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Depois de semanas de tensões entre os habitantes de Minneapolis e os agentes de imigração que foram enviados para a cidade — tensões que resultaram na morte de duas pessoas, baleadas —, Washington vai mesmo dar um passo atrás nas operações na cidade. A informação foi confirmada esta terça-feira por Donald Trump, enquanto falava sobre o envio do seu “czar das fronteiras”, Tom Homan, para Minneapolis, onde vai supervisionar as operações. “Vamos desescalar um bocadinho”, disse o Presidente, numa entrevista à Fox News, no Iowa.

A nova abordagem de Washington foi anunciada, ainda que sem detalhes, depois de, esta terça-feira, Homan se ter reunido com o governador do Minnesota, Tim Walz, e o autarca de Minneapolis, Jacob Frey, reuniões caracterizadas como “produtivas”. “O Tom é um tipo duro. Eu vi-o ao longo dos anos e ele deu-se bem com governadores e deu-se bem com autarcas — algumas pessoas não dão”, elogiou. Recusou, ainda assim, que o passo atrás signifique o fim das operações dos Serviços de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).

“Eu não acho que vai ser uma retirada — é um bocadinho de mudança. Toda a gente nesta sala que tem um negócio sabe que se fazem pequenas mudanças”, disse para a audiência que assistia à entrevista. Uma dessas mudanças é a saída de cena de Gregory Bovino, que, até agora, coordenava as operações do ICE. “Bovino é muito bom, mas ele é um tipo muito fora do normal. Em alguns casos isso é bom, talvez não fosse bom neste caso”, ponderou.

Ainda no Iowa, de visita a um restaurante, Donald Trump classificou a morte de Alex Jeffrey Pretti, a segunda vítima mortal, como um “incidente infeliz” e reiterou que tanto a sua morte, como a de Renee Good — sobre a qual, voltou a salientar o facto de a sua família ser, diz, “fã de Trump” — foram “coisas horríveis”. Só uma “pessoa estúpida” não teria a mesma visão, apontou ainda. A solidariedade de Trump com as vítimas não é partilhada por alguns dos membros da sua administração que classificam Good e Pretti como “terroristas domésticos” e os agentes que disparam como “vítimas”.

Ainda assim, Trump deixou, nas declarações e na entrevista, críticas a Pretti. “Não gosto que ele tivesse uma arma. Não gosto que ele tivesse dois carregadores completamente cheios”, afirmou, acrescentando que é “muito pouco habitual, ninguém sabe quando viram a arma, como viram a arma e tudo o resto”.

Além disso, o Presidente recusou olhar para as mortes como um sintoma das operações de detenção e deportação de imigrantes, que enfrentam agora críticas dos dois lados do espectro político. “Como é que ficam irritados quando entramos num estado e estamos a tirar criminosos. Estamos a tirar monstros. Assassinos”, argumentou, em resposta às críticas. “[O ICE] retirou milhares de criminosos do Minnesota”, elogiou.

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