Óbidos desembolsa mais de 210 mil euros para plano de saúde municipal em 2026

A Câmara de Óbidos aprovou esta quarta-feira um investimento superior a 210 mil euros para assegurar em 2026 um plano de saúde que tenta colmatar a quase inexistência de médicos de família no concelho. A medida foi aprovada por unanimidade
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O município de Óbidos vai aplicar 210.627,90 euros na contratação de um plano de saúde para vigorar ao longo de todo o próximo ano. A verba, aprovada em Assembleia Municipal, destina-se a um pacote que garante a presença de um médico de clínica geral durante cinco horas diárias, quatro dias por semana, e de dois enfermeiros a tempo inteiro. A decisão surge num contexto considerado crítico pela própria autarquia: dados oficiais do SNS indicavam que em outubro de 2025 nenhum dos 8.454 utentes inscritos nas unidades de saúde de Óbidos tinha médico de família atribuído. Um ano antes, em 2024, a situação já era grave, com 81% da população sem esse acompanhamento, mas registava-se pelo menos um médico em atividade.
Para evitar uma quebra na prestação de cuidados, a edilidade liderada por Filipe Daniel (PSD) vai ainda gastar mais 19.990 euros para prolongar o contrato atualmente em vigor até final de fevereiro de 2026. Só então entra em função o novo acordo. Este mecanismo, que se repete desde 2024, permite aos munícipes aceder a consultas de clínica geral por 25 euros. O mesmo valor é praticado para sessões de psicologia, terapia da fala e enfermagem ao domicílio. Especialidades médicas são disponibilizadas por 35 euros, as sessões de fisioterapia ficam por 15 euros e as videoconsultas por 10 euros. O plano inclui também um check-up anual no valor de 75 euros e descontos em serviços de ótica e bem-estar.
Filipe Daniel avançou que, somando os investimentos dos três anos de aplicação do plano (2024, 2025 e 2026), a autarquia terá canalizado cerca de 700 mil euros para esta resposta. O montante para 2026 representa um ligeiro aumento face aos 205.290,36 euros aplicados em 2025, aos quais se juntaram ainda despesas com material e gestão de resíduos hospitalares. A degradação do quadro no centro de saúde local, onde se passou de um médico de família em 2024 para zero em 2025, justificou, segundo a argumentação camarária apresentada aos deputados municipais, a manutenção e o reforço deste apoio municipal.
NR/HN/Lusa
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