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Mendes e Cotrim estão a ver quem apoia mais o Governo

Catarina Martins disse esta quinta-feira que é “um sinal” que Marcelo Rebelo de Sousa ainda não tenha convocado o primeiro-ministro, na sequência das notícias de mortes após longos tempos de espera por assistência médica. A eurodeputada sugeriu que isso se devia a uma complacência do Presidente da República com o chefe de Governo por serem da mesma cor política e aproveitou para atirar a dois outros candidatos a Belém, Marques Mendes e Cotrim de Figueiredo, que acusa de estarem a competir por “quem apoia mais o Governo“.

“Pergunto-vos se acham que Marques Mendes, do partido do Governo, será o Presidente da República que precisamos neste momento? Ou será Cotrim de Figueiredo, que veio dizer que vai ser o aliado mais fiável do Governo?”, questionou Catarina Martins à porta do quartel de Bombeiros da Moita. “Se é assim em campanha, imaginem depois de eleitos”, acrescentaria numa segunda intervenção, horas mais tarde.

No entanto, as farpas sobre a questão da Saúde não tiveram apenas esses dois candidatos como alvo. Catarina Martins disse que António José Seguro Seguro “não tem ideias claras” sobre o assunto e criticou a “falta de clareza” sobre o seu pacto que propõe: “Pode ser o pacto que já existe de destruir o SNS. O que o distingue do Governo, afinal?”

Desconfiando do candidato apoiado pelo PS — porque o seu “currículo, com os entendimentos à direita, não é promissor” — afirma que o seu pacto de “não dá nenhuma garantia”.

Numa análise mais geral da campanha, defendeu que a Presidência não pode ser ocupada por “um qualquer candidato da direita no meio da lama das insinuações, mas também não pode ser um prémio a quem não diz nada, não se compromete com nada e tenta assim passar pelos pingos da chuva.”

Por sua vez, a eurodeputada propôs “refundar o SNS”, apontando para o reaproveitamento de uma proposta conjunta de António Arnaut e José Semedo para caminhar nesse sentido. Catarina Martins quer também realizar uma espécie de estados gerais sobre acesso à Saúde.

“Enquanto Presidente da República convocarei toda a gente que neste momento está a fazer milagres para responder em Saúde — convocarei médicos, enfermeiros, profissionais de saúde, mas também bombeiros — para que possam falar sobre o que tem de ser feito para garantir o acesso à saúde em Portugal.”

Mas a candidata também visou o Governo que acusa de estar “deliberada e sistematicamente a criar problemas com o SNS e o INEM” e a ter “um experimentalismo irresponsável” na área da Saúde. Considera que a ministra Ana Paula Martins “tem seguramente responsabilidades” e que “nunca devia ter sido ministra”, mas acusou Luís Montenegro de ser o “principal responsável” pelo problemas da Saúde pública.

“Há duas hipóteses. Ou o Governo é absolutamente incompetente ou quer mesmo destruir o SNS para entregar tudo ao negócio privado da doença. Mas como eu não insulto os meus adversários, não vou achar que são todos incompetentes”, rematou.

Fonte: Lifestyle Sapo

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