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Pureza defende refundação do SNS e ataca “pacto de regime” para o desqualificar

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O novo coordenador do BE, José Manuel Pureza, propôs um programa de refundação do SNS, acusando os partidos do “pacto de regime” de desqualificarem o serviço público de saúde para beneficiar o setor privado

Num discurso que marcou o encerramento da 14.ª Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, em Lisboa, José Manuel Pureza, recém-eleito coordenador nacional, lançou uma proposta ambiciosa de refundação do Serviço Nacional de Saúde. O plano, que invoca o legado de figuras históricas como António Arnaut e João Semedo, surge como resposta frontal ao que classifica como um “pacto de regime” em curso para desqualificar a saúde pública.

“As pessoas estão fartas da ladainha da necessidade de um pacto de regime para a saúde”, afirmou Pureza, com a voz carregada de convicção. “Toda a gente sabe que há muito tempo que há um pacto de regime para desqualificar o Serviço Nacional de Saúde, para retirar a quem precisa a segurança de ter um hospital de portas abertas”, acusou, apontando o dedo a uma estratégia concertada que, na sua leitura, troca a universalidade do SNS pelo negócio privado, acessível apenas a quem pode pagar.

O agora líder bloquista, que herdou uma das fases mais complexas da história do partido, não poupou críticas ao Estado, que, no seu entender, está a falhar redondamente na saúde. Essa falha, sugeriu, representa “um enorme jackpot para os liberais que a querem privatizar”. A este cenário, o Bloco opõe um programa concreto de refundação, que passa pelo investimento em profissionais qualificados, pela erradicação do trabalho precário, pela recuperação das carreiras e por um forte enfoque na prevenção e nos cuidados primários. A visão inclui a garantia de um enfermeiro de família para todos os cidadãos e uma rede de unidades de saúde descentralizadas e próximas das populações.

A habitação constituiu outro pilar central do seu intervenção, num retrato sombrio da realidade nacional. Pureza denunciou uma “falta deliberada de oferta pública” e uma “capitulação face aos fundos especuladores”, fenómenos que, na sua opinião, concorrem para a expulsão dos habitantes dos centros urbanos, asfixiados por um alojamento local desregulado. “A multiplicação de bairros de lata é a vergonha da democracia”, declarou, sem rodeios. Exigiu depois que os partidos demonstrem a coragem necessária para enfrentar “a gula dos interesses poderosos que negam o direito à habitação”.

Comprometeu-se, por fim, a trabalhar lado a lado com autarcas, movimentos sociais e cidadãos independentes para forjar um programa ambicioso que restitua a esperança numa casa digna. Prometeu um Bloco mais interveniente na luta social, seja pela habitação, pela solidariedade com a Palestina ou pela emergência climática. “Não viramos a cara a ninguém”, garantiu, num tom desafiador. “Vamos disputar os jovens à extrema-direita em cada escola, vamos atrás de todas as mentiras, vamos mostrar como a corrupção está instalada nos interesses que financiam os pré-fascistas, os pós-fascistas e os fascistas inteiros.”

NR/HN/Lusa

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