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Pinto não quer “os ovos no mesmo cesto”. Mendes lembra Guterres e Sampaio: “Ninguém se queixou”

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O candidato apoiado pelo Livre à Presidência da República entende que Marques Mendes nunca poderá ser em Belém “um contrapeso” porque tem uma longa ligação ao PSD que nesta altura está no Governo, lidera as duas regiões autónomas e tem o maior número de autarquias.

No debate desta noite na RTP Jorge Pinto diz que “não quer meter todos os ovos no mesmo cesto”.

“Esta proximidade entre Luís Marques Mendes e o Governo, pode realmente ser uma proximidade em demasia que depois faça com que Luís Marques Mendes não possa ser o Presidente da República, que seja este contrapeso democrático, que nós precisamos, porque caso contrário, quando os ovos estão todos no mesmo cesto, é mesmo um mau serviço que fazemos ao país” defende Jorge Pinto.

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Marques Mendes não aceita esta argumentação e lembra que em 1995 era primeiro-ministro António Guterres e em Belém estava Jorge Sampaio, ambos do Partido Socialista. Mendes diz que nunca ninguém se queixou e o candidato que tem o apoio do PSD e do CDS elogia a independência de Jorge Sampaio no exercício do cargo.

“Há 30 anos, 1995 e anos seguintes, houve um presidente socialista, Jorge Sampaio e um primeiro-ministro socialista, António Guterres. Portanto, nessa sua linguagem, estavam os ovos no mesmo cesto, e ninguém se queixou disso e não correu mal. Não houve nenhum problema, porque Jorge Sampaio foi um presidente independente, imparcial e isento. E é aquilo que eu também serei” afirma Mendes.

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No debate de sábado à noite na RTP, que é também transmitido na RTP Internacional, Marques Mendes piscou o olho aos emigrantes, “porque Portugal não são só os 10 milhões cá dentro, são os 5 ou 6 milhões lá fora, e às vezes as comunidades portuguesas nos estrangeiros são muito, muito esquecidas”.

Debate sem interrupções

Num debate sem interrupções, cada um dos candidatos conseguiu transmitir a sua posição sobre várias matérias, desde a corrupção e a reforma da justiça.

Marques Mendes já defendeu que a reforma da justiça e o combate à corrupção são prioridades e se for eleito vai reunir o conselho de estado sobre esta matéria. Jorge Pinto diz que o presidente não legisla, mas pode influenciar “e tudo o que seja essa capacidade de influenciar para melhor, deve ser uma função do Presidente da República”.

Aqui há uma ligeira convergência, mas que desaparece de imediato quando a pergunta é sobre a nomeação de Carlos Alexandre para liderar o combate à fraude no Serviço Nacional de Saúde. Marques Mendes fala numa “belíssima” decisão e Jorge Pinto numa “jogada de marketing do Governo”.

“O que eu me pergunto é porquê o juiz Carlos Alexandre, qual é a sua experiência em relação à saúde?” questiona Jorge Pinto.

Mendes apoia o Governo nesta decisão até porque o juiz Carlos Alexandre tem provas dadas e pode “incutir medo”.

“É uma belíssima decisão, e o nome do juiz Carlos Alexandre é muito bem escolhido, a experiência que ele tem, designadamente em matéria de tratar, na área dele da justiça e combate à corrupção, incute respeito para não dizer até medo” responde Marques Mendes que admite que o juiz vai “criar as condições ou propor regras para, no domínio justamente da prevenção, poder haver, de facto, uma situação bem mais exigente do que o facilitismo que, pelos vistos, exige hoje”.

Sobre o pacote laboral do Governo que levou as duas centrais sindicais a marcar uma greve geral, Marques Mendes entende que também aqui o Presidente da República pode ter um papel de mediador e isso já aconteceu.

“No passado, vários presidentes da República tiveram esse poder de mediador, que é essencial” avisa.

“O país precisa de reformas e a coisa mais hipócrita que há é uma pessoa pedir reformas e depois, no dia seguinte, quando surgem reformas dizer que não há reformas. O que eu considero nesta área é que em matéria laboral é essencial um acordo com as entidades patronais e sindicais, claro que falo sobretudo da UGT. Acho que uma alteração à legislação laboral sem acordo é má”, conclui Marques Mendes.

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O candidato apoiado pelo Livre lembra que o antigo líder do PSD foi contra a redução para as 35 horas de trabalho semanal e que os governos liderados pelo PSD têm retirado direitos aos trabalhadores.

“Lembro-me também perfeitamente da maneira como Luís Marques Mendes criticou a redução semanal na função pública para as 35 horas. Não sei se ainda mantém essa posição, mas há um passado em relação a propostas uma vez mais vindas do PSD relativas à retirada de direitos dos trabalhadores, à sua levada a Tribunal Constitucional” diz Jorge Pinto.

Por último, os dois candidatos foram ainda questionados sobre a situação na Venezuela, país onde vivem milhares de emigrantes portugueses.

Jorge Pinto diz esperar que o Governo esteja já a preparar um plano de emergência para em caso de necessidade “evacuar, salvar estas pessoas, estes portugueses na Venezuela”.

Já Marques Mendes volta a dirigir-se à comunidade portuguesa que está espalhada pelo mundo para alertar para a falta de investimento no ensino do português.

“Há uma falta enorme de investimento no ensino do português no estrangeiro. Cá dentro nem se discute o assunto e presidências abertas que vou fazer no estrangeiro são justamente para que assuntos estratégicos do país sejam discutidos e não metidos na gaveta. As comunidades merecem mais atenção” concluiu Marques Mendes.


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