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Suíça pede ajuda à Europa após incêndio fatal em estância de esqui

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A Comissão Europeia confirma ativação do mecanismo de emergência para apoio médico após incêndio que causou dezenas de mortos e centenas de feridos na estação de esqui de Crans-Montana, durante celebrações de Ano Novo

Num gesto que sublinha a teia de solidariedade continental, as autoridades helvéticas decidiram acionar formalmente o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia. A medida surge na sequência do violento incêndio que deflagrou num bar da estância de esqui de Crans-Montana, no cantão do Valais, durante as celebrações da passagem de ano. O balanço, ainda provisório mas de uma dureza chocante, aponta para cerca de 40 mortos e mais de uma centena de feridos, muitos deles em estado considerado grave.

A informação foi tornada pública, esta manhã de quinta-feira, através de uma publicação da comissária europeia para a Gestão de Crises, Hadja Lahbib, na rede social X. “A Comissão Europeia está em contacto permanente com as autoridades suíças para mobilizar assistência médica urgente para as vítimas”, escreveu Lahbib, que não escondeu o seu “profundo pesar” perante a tragédia. A comissária dirigiu ainda uma mensagem de apoio aos familiares e aos socorristas, que enfrentam no terreno um cenário de enorme complexidade logística e emocional.

A mobilização em Bruxelas não se ficou por uma voz. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, associou-se ao coro de consternação, afirmando-se “profundamente entristecida” com o que aconteceu nas montanhas suíças. “Nestes momentos difíceis, a Europa está inteiramente solidária com a Suíça”, declarou, numa afirmação que transcende a mera cortesia diplomática para se traduzir em ação coordenada.

E os primeiros passos concretos não se fizeram esperar. O governo da Bélgica foi um dos primeiros a responder ao apelo, anunciando que actuará “em solidariedade” no âmbito do mecanismo comunitário. Em concreto, Bruxelas disponibilizou-se para receber nos seus hospitais — reconhecidos pela excelência no tratamento de queimaduras — cinco pacientes em estado crítico e outros dois que necessitam de cuidados intermédios. Para operacionalizar este apoio, uma equipa médica de emergência será enviada ainda durante a manhã de sexta-feira. Conforme detalhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Maxime Prévot, a equipa será composta por um coordenador, dois médicos e dois enfermeiros especializados em queimaduras graves.

Do outro lado da fronteira, a França igualmente se move. Paris comunicou oficialmente que vai acolher no seu sistema de saúde alguns dos feridos do incêndio, aliviando assim a pressão sobre os hospitais da região do Valais, que foram colocados sob tensão extrema pela avalanche súbita de vítimas.

O mecanismo de proteção civil da UE, desenhado precisamente para potenciar uma resposta colectiva a catástrofes dentro e fora das fronteiras da União, mostra assim a sua utilidade numa Suíça que, não sendo membro da UE, mantém uma colaboração estreita com a arquitetura de segurança europeia. A tragédia de Crans-Montana, num local associado ao lazer e ao glamour alpino, deixa agora uma marca indelével, enquanto a comunidade internacional se volta para ajudar a tratar as feridas de uma noite que devia ser de festa.

NR/HN/Lusa

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