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Seguro acha que não se comprometer é a forma de sobreviver

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António José Seguro “acha que não se comprometer com nada é a melhor forma de sobreviver quando a direita está envolvida na lama”. Catarina Martins quis expor esta segunda-feira a estratégia do candidato apoiado pelo PS para esta campanha, acusando-o de não ter “um projeto para o País”, nomeadamente em áreas como saúde, trabalho, educação ou economia.

À partida para a última semana de campanha, a eurodeputada do BE pediu aos eleitores para votarem com convicção, alertando para possíveis arrependimentos com o voto. “A convicção é fundamental porque a primeira volta é sobre dar força a ideias para o país. Na segunda volta, logo vemos quem lá chega e está tudo em aberto. Não emprestem o vosso voto a quem pode bem trair-vos no dia seguinte.”

À margem de uma visita a um centro educativo no Seixal onde entrou em contacto com projetos tecnológicos de alunos, Catarina Martins desvalorizou o anúncio do apoio de Pedro Nuno Santos a António José Seguro. Lembrou que, além de socialistas, o candidato do PS tem também “o apoio do Pedro Santana Lopes, ex-primeiro-ministro do PSD, que Jorge Sampaio teve de demitir”.

Além das picardias com Seguro, a candidata presidencial preferiu deixar os restantes candidatos presidenciais a falar sozinhos. Confrontada com o facto de João Cotrim de Figueiredo não excluir um voto em André Ventura numa segunda volta em que não participe, Catarina Martins afirmou apenas que essas palavras dizem “mais sobre Cotrim do que sobre outra coisa qualquer”. Por sua vez, rejeitou aventurar-se em cálculos para a segunda volta, ainda que tenha, de forma pouco surpreendente, afastado um eventual voto no líder do Chega que associou “à indecência e à selvajaria”.

Horas depois seria desafiada a comentar as palavras de Ventura que acusou Cotrim de ser “uma espécie de BE vestido de fato e gravata”. A eurodeputada apenas respondeu: “Às vezes, temo que esta campanha esteja a ficar um combate de quem é que consegue dizer a coisa mais medíocre a seguir à outra. Gostava que fossem sobre outra coisa e apelo a que as pessoas votem contra a mediocridade.”

Se não apontou a mira aos seus adversários, fê-lo ao Governo que acusou de estar a “sabotar” os profissionais de saúde e as administrações locais hospitalares. A bloquista referia-se à notícia do Público de que a Direção Executiva do SNS está a impor limites às ULS para a contratação de enfermeiros e outros profissionais. “Alguém acredita que seja possível gerir uma unidade de saúde sem um orçamento, sem poder decidir que tipo de profissionais é que é necessário contratar conforme o que está a faltar?”, argumentou, elogiando “os profissionais que fazem o melhor que podem para proteger a saúde das pessoas apesar da sabotagem do Governo”.

Mais tarde, endureceu ainda mais o tom quando Luís Montenegro disse que a “perceção de caos na saúde” não corresponde à realidade. “Não é bom tomar as pessoas por tolas, isso descredibiliza a democracia. É um problema não só para o SNS, mas é um problema do regime, porque, de repente, temos um Governo que diz coisas que são contrárias a tudo que as pessoas veem todos os dias. Estamos a descredibilizar as instituições. Enfim, o primeiro-ministro parece querer, ao mesmo tempo, dar cabo do SNS e dar cabo da democracia”, afirmou a candidata presidencial.

Fonte: Lifestyle Sapo

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