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Novo polo da AAJUDE em Matosinhos vai apoiar 160 pessoas com deficiência mental

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A Associação de Apoio à Juventude Deficiente investe 4 milhões de euros num equipamento que abre em fevereiro, criando 30 postos de trabalho. O projeto visa colmatar a falta de respostas especializadas no país

A Associação de Apoio à Juventude Deficiente (AAJUDE) vai inaugurar em fevereiro, em Matosinhos, um novo polo de intervenção social, resultado de um investimento global de quatro milhões de euros. A infraestrutura, que já se encontra em fase de acabamentos, permitirá servir até 160 utentes e criar 30 postos de trabalho, conforme anunciou esta segunda-feira a instituição.

Criada em 1982 no Porto e estabelecida em Santa Cruz do Bispo desde 2013, a IPSS justifica a aposta com a “crescente falta de respostas para pessoas com deficiência mental” em Portugal. A associação refere que apenas 37% desta população tem acesso a apoios especializados, uma carência que “se traduz em impactos profundos no desenvolvimento, bem-estar e inclusão social” e ainda numa “sobrecarga emocional e financeira significativa para os cuidadores”. Não é difícil perceber o desgaste das famílias, atiradas a uma espécie de labirinto burocrático sem saída à vista.

O novo polo, designado Polo II, integrará três valências principais: um Lar Residencial para 30 pessoas, um Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) com capacidade para outras 30, e um Centro Comunitário que poderá apoiar até 100 utentes por mês. Este último constitui o cerne da intervenção, dirigindo-se a casos em que a inexistência de oferta ou constrangimentos económicos impossibilitam o acesso a serviços na comunidade.

O espaço comunitário disporá de salas específicas para fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, terapia da fala, enfermagem e animação sociocultural. Incluirá também uma ampla sala multifuncional, vocacionada para atividades físicas, expressão dramática, dança e encontros comunitários. A pensar no futuro, a AAJUDE ambiciona ainda desenvolver um polo de integração profissional no mesmo local, um passo considerado crucial para fomentar autonomia.

As obras do Polo II, iniciadas em janeiro de 2024, deverão estar concluídas já no próximo mês. Já as do Centro Comunitário têm calendário ligeiramente diferente, com finalização prevista para março. O financiamento do projeto é suportado por um mosaico de entidades: além do Plano de Recuperação e Resiliência e da Câmara Municipal de Matosinhos, conta com fundos próprios da associação. O Centro Comunitário beneficiou ainda do Prémio Capacitar (Banco BPI e Fundação ”la Caixa”) e do Programa Caixa Social 2024 da Caixa Geral de Depósitos.

A AAJUDE nasceu da iniciativa de um grupo de pais que, no início dos anos 80, se deparou com o vazio de respostas após o término da escolaridade obrigatória dos filhos. Quatro décadas mais tarde, o desassossego que lhe deu origem mantém-se atual, espelhado num investimento que tenta responder, pedra a pedra, a uma necessidade que teima em não desaparecer.

https://www.aajude.pt

NR/HN/Lusa

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