
Associação de Matosinhos investe 4ME em resposta para pessoas com deficiência mental
Criada em 1982, a Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) que nasceu no Porto, e que em 2013 se mudou para Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, pretende com este investimento dar soluções “à crescente falta de respostas para pessoas com deficiência mental”, lê-se na informação enviada à Lusa.
“Em Portugal, apenas 37% das pessoas com deficiência mental têm acesso a algum tipo de apoio especializado e é essa resposta que queremos reforçar”, sustenta a instituição, explicando que “esta realidade traduz-se em impactos profundos no desenvolvimento, bem-estar e inclusão social destas pessoas, bem como numa sobrecarga emocional e financeira significativa para os cuidadores”.
Fruto desse investimento, a AAJUDE passará a dispor de um Centro Comunitário com capacidade para apoiar até 100 utentes por mês, um Lar Residencial que albergará 30 utentes e um Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) para 30 utentes.
Neste contexto, continua a associação, o Centro Comunitário assume um papel central, ao oferecer terapias e atividades especializadas a pessoas que, por inexistência de resposta ou por limitações económicas, não conseguem aceder a estes serviços na comunidade.
O Centro Comunitário terá salas dedicadas a fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, terapia da fala e linguagem, enfermagem e animação sociocultural, bem como uma sala ampla multifuncional, pensada para atividades físicas, expressão dramática, dança e iniciativas comunitárias, descreve a nota de imprensa.
O novo polo deverá integrar ainda cerca de 30 novos profissionais, incluindo auxiliares de ação direta, técnicos, terapeutas e psicólogos, acrescenta o comunicado.
As obras do Polo II tiveram início em janeiro de 2024, estando a sua conclusão prevista para fevereiro. Já as obras do Centro Comunitário têm conclusão prevista para março, revela a IPSS.
O investimento é cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência e pela Câmara de Matosinhos, bem como por fundos próprios da instituição, sendo que o Centro Comunitário conta ainda com o apoio do Prémio Capacitar do Banco BPI e da Fundação La Caixa e do Programa Caixa Social 2024 da Caixa Geral de Depósitos, revelou a IPSS.
O projeto prevê ainda, no futuro, um polo de integração profissional para pessoas com deficiência mental, reforçando a autonomia e a participação ativa na sociedade, continua a nota de imprensa.
A AAJUDE foi criada por um grupo de pais que procurava respostas para os seus filhos após o fim da escolaridade obrigatória.






